por FABIO VERONESI

          Há muito tempo que a polícia militar ataca os estudantes. No Brasil e em todos os países do mundo onde há estudantes e há militares, os militares agridem, perseguem, torturam e matam os estudantes. Não é à toa. É famosa a cena onde se vê que um estudante sozinho, desarmado, parou uma fileira de tanques em plena praça pública, e isso não era um filme. Quando o Brasil era Colônia, os primeiros inconfidentes foram os estudantes. Quando o Brasil era um país escravocrata, os primeiros abolicionistas foram os estudantes. Quando o Brasil era uma monarquia, os primeiros republicanos foram os estudantes. Foram os estudantes que mais lutaram contra o regime de ditadura militar que tomou o poder no golpe de 1964. Eram estudantes os que pintaram as caras e saíram às ruas no impechment do presidente Collor. São estudantes que seguram os aumentos abusivos do preço das passagens de ônibus urbanos no Brasil inteiro, através do Movimento Passe Livre. São estudantes os monges de Mianmar que chamam a atenção do mundo para as atrocidades do regime de ditadura de seu país. Noticiou hoje, 23 de outubro de 2007, estudantes apanham da polícia militar nas ruas de Caracas por manifestarem-se contra a mudança das leis eleitorais que dariam ao presidente Hugo Chaves o direito de permanecer por doze anos no cargo, ou seja, está querendo se perpetuar no poder, se tornar ditador e os primeiros a protestar são os estudantes.

Estudante realmente é perigoso para o sistema. Estudante não se conforma e não apóia o autoritarismo, a pobreza, a fome, a miséria, a falta de educação e não só luta e se manifesta contra os governos que não atendem as necessidades das populações mais carentes, como ainda, inconformado organiza-se e tenta fazer por si só o que o Estado não faz. Os estudantes estão envolvidos em todos os movimentos sociais, manifestações e passeatas que lutam contra as atrocidades de nossos sistemas políticos. E, nesse papel, eles diversas vezes entraram em confronto com as polícias militares.

Estudante, no filme “Tropa de Elite”, é apresentado como alguém desconectado da realidade que merece apanhar da polícia porque fuma baseado, “e muitas crianças tem que morrer para cada baseado que ele fuma”. Esse é o principal argumento, várias vezes repetido ao longo do filme, que justifica como a polícia age com os estudantes.

Para não cair na armadilha ideológica por trás dessa distorção da realidade é preciso enxergar o fato de que as crianças das favelas morrem porque o Estado não lhes dá apoio, educação, possibilidade de emprego decente e de inserção social. Por isso que elas se marginalizam.

Se todas as pessoas que fumam baseado pararem de fumar, as crianças dos morros do Rio de Janeiro vão continuar apanhando e sendo mortas de forma violenta pela Polícia, porque vão precisar fazer assaltos, seqüestros, pirataria e outros crimes para sobreviver.

Se realmente queremos resolver o problema do tráfico de drogas em nossa sociedade precisamos focalizar a questão sobre dois pontos: a necessidade que os humanos tem de fazer uso das drogas e o motivo para proibição do Estado do uso de algumas delas.

O protagonista do filme passa o dia batendo, torturando e matando traficantes e usuários do que ele chama de “drogas”, e chega em casa, abre o armarinho do seu banheiro e toma comprimidos psicotrópicos para diminuir sua ansiedade.

Por um lado é preciso se falar abertamente e sem hipocrisia sobre o uso cotidiano que praticamente todas as pessoas da nossa sociedade fazem de algum tipo de droga, legal ou ilegalmente vendida, para superar os estresses e as dificuldades, o tédio e a depressão, de viver em nossas sociedades.

A experiência de alteração na percepção normal da realidade é naturalmente buscada por todos humanos. Toda criança brinca de girar sobre si mesma para ficar tonta de propósito, alterar temporariamente seu estado de equilíbrio, sua visão, sua percepção corporal e a forma de seus sentidos captarem as informações ao seu redor. Essa experiência ajuda a criança a compreender sua percepção do mundo e entender a si mesma como ser diferenciado.

Utilizamos drogas movidos pela curiosidade e coragem inerentes ao ser humano. Esse hábito humano é ancestral, se iniciou quando passamos a ser onívoros, ou seja, comermos de tudo: carne, ovos, peixe, vegetais, frutas, cogumelos, … se ampliou quando controlamos o fogo e queimamos ervas. Nós – os humanos – consumimos drogas, das mais diversas formas – bebendo, comendo, fumando, cheirando, em rituais que fazem parte de nosso cotidiano de hoje, assim como estiveram presentes na história de todas as culturas e sociedades humanas espalhadas pelo mundo. Esse hábito nos ajudou a desenvolver a capacidade humana de sair da realidade objetiva das coisas que acontecem no mundo e refletir sobre elas, ou seja, a capacidade de pensar.

Agora, é preciso analisar quem é que se beneficia em transformar esse hábito humano ancestral de consumir drogas em um ato criminoso? Quem é que ganha com o fato de algumas drogas terem sua venda e consumo ilegalizado? Qual a lógica que transforma o ato de consumir drogas em um crime? Se uma pessoa mata outra, fica claro o mal que um cidadão fez ao outro e o motivo de isso ser um crime. Mesma coisa no caso do ato de roubar, enganar, violentar, etc. Mas, quem se droga só prejudica a si mesmo. Por que isso deve ser um crime?

Enquanto cidadãos, devemos nos perguntar: diante de tudo o que nossa sociedade perde com a guerra do tráfico, o que ganhamos com a ilegalidade do consumo de algumas drogas? Evitamos, ao menos, que as pessoas se tornem viciadas? – Não, a ilegalidade não evita que haja cada vez mais usuários da droga que é ilegalizada. Ao contrário. Legalizar drogas ilegais não ocasiona, em longo prazo, aumento de seu consumo e nem do número de pessoas que as consomem. Isso não é uma cogitação, basta ver o que aconteceu com o cigarro. Até a primeira metade do século passado, o cigarro, apesar de vendido legalmente, era moralmente proibido. Mulheres não fumavam em público. Filhos não fumavam na frente dos pais e outros moralismos estavam associados ao consumo do cigarro. Na segunda metade do século, o consumo de cigarro passou por um crescente processo de liberalização, até que seu consumo passou a ser permitido em qualquer lugar. Não só permitido como incentivado pela mídia. O resultado que vemos no início deste século é que, naturalmente, a quantidade percentual de fumantes vem diminuindo. O resultado da liberação do uso de cigarro ocasionou maior consciência da população sobre essa droga, muitos fumantes pararam de fumar, os que fumam passaram a aceitar a restrição do consumo em ambientes destinados a fumantes. A consciência sobre usar ou não drogas, quais tipos de droga usar e de quando usa-las, só pode acontecer de dentro para fora da pessoa. Não adianta impor, por força da lei, que as pessoas adquiram consciência. O número de viciados em cigarro vem diminuindo porque as pessoas podem fumar cigarros livremente, falar sobre isso com outras pessoas, discutir abertamente os males que o cigarro ocasiona, bem como dar assistência aos que ainda são viciados nela. Se queremos realmente diminuir o numero de viciados e dependentes em nossa sociedade, o único caminho é o de maior consciência sobre as drogas, os motivos que temos para usa-las e do perigo que toda droga tem de tornar-se vício e compulsão. A ilegalidade só dificulta o processo de desenvolvimento dessa consciência.

Então, quem ganha com o fato de proibirmos uns aos outros o consumo de certas drogas? Essa é a discussão ao se pensar nas crianças que morrem nas favelas. O que ganhamos e o quanto perdemos com a violência da guerra urbana do tráfico? Ou ainda, quem é que, afinal de contas, ganha alguma coisa com essa guerra em que todos perdemos?

A resposta surge clara: são os interesses das empresas que vendem armamentos e enriquecem com as guerras, que mantém o tráfico em todo o mundo, não só no Brasil. As indústrias de armas movimentam mais dinheiro do que as indústrias automobilísticas e influenciam as decisões dos governos de todo o mundo. Manter a ilegalidade de certas drogas é a forma de manter a guerra urbana em países que não estão em guerra com outros países. O “carro-chefe” dessa política são os Estados Unidos. Historicamente, o impulso de crescimento que transformou os Estados Unidos na maior potência capitalista da atualidade veio da venda de armas para abastecer as duas grandes guerras mundiais. Até hoje sua economia é atrelada à necessidade de se fazer guerra para manter a venda de armas e munição. Para atingir esse objetivo eles pregam o discurso anti-drogas por um lado e o discurso militarista de outro. Há muito tempo os EUA exportam para todo o mundo seriados de tv e filmes de Hollywood com policiais matando traficantes, sobre guerra, de louvor ao treinamento militar, sobre esquadrões de elite, SWAT, etc. Nesse sentido, o filme “Tropa de Elite” é somente uma adaptação desse gênero à nossa realidade, mas a essência ideológica é a velha forma de propaganda fascista. O nazismo cria bodes expiatórios para direcionar a agressividade contida das pessoas, para justificar as atrocidades que os militares fazem nas guerras. Trabalha no inconsciente das massas ao mostrar um herói que é autorizado pelo sistema a exercer o seu sadismo e a sua perversidade, sentimentos que temos que conter cotidianamente para viver em equilíbrio social.

A pergunta para desfazer essa ilusão fascista é: o que ganhamos fazendo guerra entre nós – cidadãos? O que ganhamos colocando nossa polícia para matar a nós mesmos, gastando o dinheiro dos nossos impostos com armas e não com escolas e saúde pública? Quais os motivos que temos para justificar tais irracionalidades?

Exemplos históricos mostram como rapidamente se acaba a guerra do tráfico com a legalização da droga traficada. Al Capone – o maior gangster de todos os tempos – era traficante de bebida alcoólica. Muita bala foi disparada, centenas de pessoas foram mortas na guerra entre policiais e gangsters, porque o governo do Estados Unidos manteve ilegalizado a venda e o consumo de bebidas alcoólicas por mais de trinta anos de sua história. Tomar uma cervejinha no fim do expediente era coisa de “usuário”. A “Tropa de Elite” daquela época ficou conhecida como “Os Intocáveis” – policiais acima do esquema de corrupção que girava em torno do tráfico de bebidas.

A legalização da venda e do consumo de bebidas alcoólicas fez ampliar na sociedade como um todo a discussão sobre os efeitos, os malefícios e as restrições ao consumo de álcool, bem como o apoio às pessoas viciadas e dependentes dessa droga. Ao invés do governo gastar enormes recursos com a compra de armas para guerra do tráfico, os nossos impostos são gastos em nosso próprio benefício com campanhas sobre o consumo consciente de álcool, a não associação de direção e álcool, etc. Dá para imaginar, hoje em dia, o absurdo que seria colocar nossa polícia para bater, prender e matar fabricantes, vendedores e consumidores de bebidas alcoólicas, criando uma guerra urbana baseada na proibição das pessoas tomarem sua cerveja, pinga, conhaque, uísque ou que bebida for? Qual seria o objetivo de tal irracionalidade? Não vejo outro senão o de fazer guerra em si, gerar violência, vender armas.

Da mesma forma, se as drogas ilegais fossem legalizadas hoje, toda violência associada ao tráfico cessaria amanhã. Essa guerra perderia o sentido. Criariam-se fazendas, fábricas e comércios com geração de empregos oficiais e pagamento de impostos, como se vê com relação ao tabaco, às bebidas alcoólicas, aos anti-depressivos e estimulantes vendidos em farmácias aos milhares.

O açúcar branco, consumido no mundo inteiro, é também uma droga. Ele é extraído da garapa da cana pelo mesmo processo que a cocaína é extraída da pasta de coca. Grande parte da nossa população é viciada em açúcar branco o que ocasiona altos índices de pessoas da população com diabete e excesso de peso. No séc. XV, quando o açúcar branco surgiu como novo produto e rapidamente passou a ser consumido em toda Europa, o ministério da saúde britânico constatou através de estatísticas o impressionante aumento do número de pessoas doentes associado à recente onda de consumo do açúcar branco e indicou ao governo que o consumo do mesmo deveria ser restrito por questões de saúde pública porque ele comprovadamente diminuía a capacidade do sistema imunológico das pessoas que o consumiam diariamente. A escravidão de milhões de africanos e indígenas para o trabalho nas plantações de cana nas colônias européias, se fez para alimentar o consumo compulsivo dessa droga. Os cristais de açúcar branco concentram grande quantidade de energia e, apesar de todo prazer envolvido no seu consumo, cada vez que o ingerimos, jogamos uma “bomba glicêmica” no nosso sangue, bem superior à capacidade de processamento natural do organismo. Não há como processar tanta energia em pouco tempo. O resultado é que adultos estocam cada vez mais energia em forma de gordura e as crianças, viciadas desde cedo, apresentam comportamentos de hiperatividade constante. Hoje, há um número crescente de crianças que são taxadas como “hiper-ativas” e obrigadas a se “tratarem” com uso de drogas psicotrópicas como a Ritalina. A maioria dos jovens que ocasionaram os massacres ocorridos nas escolas dos Estados Unidos tomava Ritalina, prescrita por médicos psiquiatras para o tratamento de transtorno de hiperatividade. Os Estados Unidos detêm o recorde mundial de crianças e jovens diagnosticados como “hiper-ativos” e de crianças, jovens e adultos com excesso de peso e obesidade mórbida em sua população. Notícia de 21 de outubro de 2009: “pesquisa feita pela Organização Mundial de Saúde revela que existem cerca de 255 milhões de pessoas sofrendo de diabetes no mundo. Os tres países que tem maior número de diabéticos são Índia, China e Estados Unidos. O Brasil está em quinto, com 7 milhões de diabéticos. A OMS declara que a diabetes é hoje considerada uma pandemia fora de controle”.

Mesmo com tudo isso, há sentido em proibir o consumo de açúcar branco, transformando as fábricas, os vendedores e os consumidores de balas, sorvetes e chocolates em criminosos? Melhor e mais eficaz é ampliarmos a discussão sobre o uso excessivo e cotidiano de açúcar branco.

Além de todas essas questões sobre a ilegalidade ou legalidade da venda e do consumo de drogas em nossa sociedade e do uso consciente ou compulsivo que fazemos delas, o fato de afirmar, como o filme faz, que “estudante é aquele que fuma baseado” é um grande clichê, um preconceito, uma forma rasa de ver as coisas. É a mesma coisa que dizer que “alto executivo é aquele que cheira cocaína”. Por que, então, o filme não mostra a cena de alguma festa de executivos ou de políticos do alto escalão com a cocaína rolando solta? Essa cena é realidade cotidiana em nossa sociedade tanto quanto a de estudantes fumando seu baseado. Mas, será que o filme quer atingir os executivos e os políticos ao tratar da questão dos usuários de drogas ilegais? Será que queria mostrar cenas de policiais batendo na cara de “executivos que cheiram cocaína”? (até porque eles movimentam muito mais dinheiro dentro do tráfico de drogas do que os “estudantes que fumam baseado”) Acho que não. A idéia do filme, a visão do militar que é narrador e protagonista, objetiva atingir o papel do estudante em nossa sociedade para que o jovem que assista ao filme, cheio de ânsias de mudar o mundo, deseje para o seu futuro ser um soldado e não um estudante.

Cabe a questão: o que queremos que o Estado proporcione para os jovens de nossa sociedade: escola ou guerra? Jovem, você quer ser estudante ou soldado? Cuidado para não cair na armadilha de um filme bom, bem feito, cheio de efeitos especiais, trilha sonora impecável, impressionante, não há como negar, mas ditado por um policial militar. Há uma série de inversões que o filme faz que é importante perceber.

A primeira é que o BOPE é colocado como algo que combate o “sistema”, porque o protagonista usa essa palavra ao se referir ao esquema de corrupção da polícia. Mas, isso é um jogo de palavras. O BOPE serve ao Governo, obedece ordens do sistema político-econômico-ideológico vigente, faz parte do sistema e reprime quem for contra ele. Ele não tem nada de “fora do sistema”.

Tem uma cena em que o protagonista esfrega a cara de um “estudante” no sangue de um garoto que o BOPE acaba de fuzilar e o obriga a dizer que quem matou aquela pessoa foi ele – estudante. Nada mais alucinante. Uma fuga completa da realidade para criar um bode expiatório para as atrocidades da Polícia Militar. Quem matou aquele garoto foi a Polícia. E a Polícia fez isso cumprindo ordens do Estado e não dos estudantes.

O filme mostra estudantes trabalhando numa ONG. Numa das cenas eles estão fumando baseado na sede da ONG, noutra eles estão transando. Não é assim! Isso é distorção do jeito descontraído do jovem ser. Os estudantes que trabalham em ONGs, muitos de forma voluntária, dedicam suas vidas a isso, procurando cobrir um buraco que o Estado não atende, de forma séria, corajosa e sincera. O filme banaliza esse trabalho, diz que só estudante rico é que se preocupa com pobre, que fazem isso para aliviar suas consciências. Isso é transferência do protagonista, quem precisa muito aliviar a própria consciência é ele que assassina essas pessoas cotidianamente. Os estudantes buscam mudar a vida dessas pessoas, para que elas tenham outras opções que não a de se associarem ao tráfico de drogas para sobreviver.

Nessa linha de raciocínio o protagonista também fala, em determinado momento do filme, que somente rico participa de passeata pela Paz. Outra distorção. Quem participa de passeata pela Paz é a população que não pactua com a violência da guerra urbana. Rico paga segurança privada e não participa de passeata nenhuma.

O personagem policial e estudante de direito, ao longo do filme vai se tornando cada vez mais policial e cada vez menos estudante. Acaba sendo aprovado como “verdadeiro policial”, capaz de substituir seu comandante, quando agride um estudante no meio de uma passeata pela Paz, empurra a garota que ele ama, grita com ela, chama de vagabunda. Aí está o “verdadeiro policial”, apontado pelo protagonista que também se permite gritar estupidamente com a própria mulher, mesmo ela estando grávida do filho deles.

O processo de militarização, de insensibilização, de controle do corpo e da mente que cria autômatos para obedecer cegamente ordens superiores, é mostrado como um processo de crescimento e superação pessoal, com exclusão dos fracos, corruptos e covardes. “Missão dada é missão cumprida” também é o que havia na cabeça dos soldados que soltaram as bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki.

No filme, a polícia só consegue justificar a violência contra os estudantes porque os coloca como bode expiatório do problema do tráfico de drogas em nossa sociedade.

No auge do filme, o capitão manda a tropa lhe trazer um garoto para ser torturado dizendo: “me trás o estudante”. Primeiro eles chutam em bando o tal “estudante” indefeso no chão. Em seguida o protagonista do filme lhe bate bastante no rosto (que é o que ele mais faz durante todo filme – bater na cara de pessoas que não podem revidar), depois lhe sufoca com um saco e finalmente ameaça de lhe enfiar um cabo de vassoura no cu.

Tais situações só são possíveis quando são vários policiais covardes contra um “estudante” contido. Porque quando são estudantes se mobilizando aos milhares, mudando a história do seu país, fazendo passeatas e manifestações contra a incompetência, a corrupção e o autoritarismo dos governos, verdadeiros motivos pelos quais morrem as crianças das favelas do Brasil e do mundo inteiro, os policiais não podem fazer muita coisa para detê-los. 

 

 

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Obra registrada na Creative Commons by Fabio Veronesi

Published in: on setembro 24, 2009 at 12:30 am  Deixe um comentário